Pode ser reflexo de uma vida que não é minha, mas uma que eu vi passar diante dos meus olhos cansados, o café me faz tremer a pálpebra que um dia irá se fechar, fechando também todos os sonhos não-ideais de ser surrealismo morto, de ser um olho mesmo colorido no paint...
A vida se esvai por entre meus dedos solitários...mas se não for assim, como?
Tudo é primitivo nesta terra, nesta Terra também...
E o desejo aparentemente vão de transmigrar é senão o de dormir, de um jeito que seja mesmo dormir, sem sonho ou sem sobressaltos sonâmbulos, ele levanta mecanicamente para cumprir seus pequenos destinos de não saber o que vem depois, mas é sempre igual, a monocromática certeza de encontrar a Deusa de los muertos...terá rosto lindo e pálido?
Saudades sem fim...
Um dia percorrendo a estrada magra e cinza...um rodeado de moscas veio lhe contar sobre a cachorrinha...melhor caminhar mais rápido e tentar não chorar...tem dias que a tristeza nos derruba como a visão de um céu riscado de branco e cinza também, a estrada de fitas leva a algum lugar...mais passos e um riacho morto também conta muitas coisas...a mata o agarra de espinhos dando-lhe uma flor...trazendo-a só que negra e também uns diamantes negros...nuvem negra...grafismos claros pra uma vida escura, a única certeza é a caveira que já tem impressa na vontade e sob a escrivaninha...surdo e certo...apenas caminha...

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