sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Comida

Pobre e inocente, esquecia de si mesmo àquela noite, perdido entre as luzes da caótica Moderniza, ou Modernidad, a faca em suas mãos saboreava ainda mais lentamente o quase ferir daquela fina pela, branca e um tanto fria, esperava por ser mordida, o que o aguardara aquele ser em suas mãos...parecia um objeto, parecia simplesmente estar ali para o alimentar...a fome crescia sem que notasse, a fome de matar o tempo com aquele ofício...meu Deus, avidamente, assustado e ingênuo, perguntara à sua ancestral se aquilo estava realmente acontecendo, estava vermelho, vermelhamente cego de fascínio, comeu-a de qualquer modo, depois de tantos zelos...



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